Gravidez: as fases da gestação, alimentação e exercícios

A gravidez é uma experiência que envolve, além da expectativa pela chegada do bebê, a transformação do corpo feminino sob a influência de oscilações hormonais durante as diferentes fases do ciclo gestacional. Nesse processo podem ocorrer alterações de humor e do apetite, sonolência e uma certa indisposição. Tais sintomas são mais acentuados, em geral, até o terceiro mês, fase em que os níveis de hormônios reprodutivos estão mais elevados. A partir daí, a gestação tende a ser mais tranquila para a mulher. Buscar preparar-se física e psicologicamente é importante para que os nove meses transcorram bem. Programas estéticos e atividades físicas de alto impacto devem ser deixados de lado nesse período. Mas você pode procurar ajuda de fisioterapeutas ou outros profissionais especializados no preparo físico para ter um parto tranquilo e boa disposição para cuidar do bebê após o nascimento. Leia a seguir sobre as fases da gestação, a ação dos hormônios no corpo e nas emoções no começo da gravidez, os principais sintomas e como o bebê vai se desenvolvendo.

As fases do ciclo gestacional nos três trimestres da gravidez

  • Primeiro trimestre: o período é geralmente marcado por sintomas parecidos aos da tensão pré-menstrual. Os seios podem inchar e sensações de sonolência, cansaço, náuseas, vontade de urinar, ou desejo e repulsa por certos alimentos podem aparecer. Próximo ao final do terceiro mês, o bebê mede entre 6,25 e 7,5 cm e pesa entre 14 a 18 gramas. Ao final do primeiro trimestre, a cabeça já está bem delineada e as pálpebras começam a se formar.
  • Quarto ao sexto mês: partir do quarto mês, as estruturas principais dos órgãos do bebê completam a sua formação. A vontade de urinar começa a diminuir e pode ocorrer prisão de ventre. Nesta fase, os rins do bebê começam a funcionar e ele faz xixi pela primeira vez. Surgem os primeiros fios de cabelo e, por volta do quinto mês, finalmente, é possível saber qual o sexo dele. Por volta do sexto mês já será possível sentir pontapés dentro da barriga, o bebê reage a estímulos e estão em desenvolvimento a audição, olfato, tato e paladar.
  • Do sétimo mês ao nascimento: dentro da barriga, o bebê abre e fecha os olhos, percebendo a luz. A mãe sente cada vez mais a criança e planeja mais detalhadamente o parto. Nessa fase, a mulher pode sentir dificuldade para respirar e falta de ar. No nono mês, o bebê se mexe menos e ganha peso, ficando pronto para nascer. Nesses últimos meses, um profissional de fisioterapia especializado pode orientar a grávida a se preparar, fisicamente, para o parto. Com manobras e exercícios específicos, o bebê se posiciona corretamente, enquanto a mãe aprende técnicas de respiração e posições que facilitarão o nascimento.

Atividade física durante a gravidez

Aproveitar as oportunidades durante a rotina para colocar o corpo em movimento, como subir e descer escadas ao fazer compras no shopping ou supermercado em vez de usar o elevador e caminhar para exercitar-se durante a gestação são algumas das recomendações dos especialistas. Estudos têm mostrado que os exercícios podem reduzir a duração do trabalho de parto, diminuir o tempo de recuperação e ajudar na manutenção do peso no pós-parto. Pesquisadores também associam exercícios à redução de taxas de colesterol e estudos comprovam a melhora de sintomas depressivos. A questão comum a gestantes é como e quando exercitar-se. Em primeiro lugar, a atividade deve ser leve.

ALGUMAS MANEIRAS BEM SIMPLES DE SE EXERCITAR AO LONGO DA GESTAÇÃO

  • Estacionar o carro a certa distância das lojas para caminhar
  • Usar as escadas sempre que possível
  • Caminhar curtas distâncias, como em volta da casa ou do quarteirão ou da praça
  • Levantar-se do sofá para mudar o canal da televisão, em vez de fazer uso do controle remoto
  • Para mulheres que trabalham muito tempo sentadas, levantar-se de 30 em 30 minutos e alongar-se

Nutrição e o papel das vitaminas e minerais

A dieta durante a gravidez desempenha papel importante para a formação adequada do bebê. A alimentação deve ser equilibrada, contendo os três grupos de alimentos: energéticos (carboidratos e gorduras), construtores (proteínas) e reguladores (vitaminas e sais minerais). Quanto as vitaminas e minerais são de extrema importância na gestação o ácido fólico, ácido ascórbico, vitaminas B6, A, D, E, K, cálcio, fósforo, ferro, zinco, cobre, sódio, magnésio, flúor e iodo. Para suprir essas necessidades, a mãe deve consumir cereais, produtos integrais, oleaginosas, frutas, legumes, verduras, laticínios e carnes e, de acordo com a recomendação do médico, suplementos que possuem funções específicas e garantem a saúde da mãe e o perfeito desenvolvimento fetal.

Grupos de alimentos

  • Reguladores: alface, rúcula, agrião, espinafre, almeirão, acelga, brócolis, couve, maçã, banana, laranja, mamão, pera, melão, melancia, tomate, pepino, cenoura, berinjela, alimentos ricos em fibras, grãos, pães e produtos integrais.
  • Construtores: carne, peixe, frango, clara de ovos, leite e derivados.
  • Energéticos: batata, mandioca, milho, trigo, açúcares.

Mioma – Causas, Principais Sintomas e Sinais, Diagnóstico e Tratamentos

A designação científica é leiomioma uterino (leio=liso mio = músculo oma = tumor benigno). É um tumor benigno composto basicamente de músculo uterino que cresce dentro ou fora do útero e pode alterar o formato do órgão à medida que se desenvolve. Costuma permanecer estável durante anos a fio para, em seguida, crescer em poucos meses. Ocorre com maior frequência entre os 40 e 50 anos e incide de três a nove vezes mais em mulheres da raça negra. Não existe registro da enfermidade antes da primeira menstruação.

Microscopia de um fibromioma –tumor benigno uterino feito de musculo liso.

O QUE CAUSA

A causa do mioma é desconhecida. O que se sabe é que a progesterona e o estrogênio influenciam o seu desenvolvimento. Tanto que com a chegada da menopausa, e a queda na produção de hormônios estrogênios, o mioma costuma encolher e até desaparecer. Durante a gravidez, ao contrário, sua tendência é aumentar. Os fatores de risco são a idade, histórico familiar, origem étnica e obesidade.

OS PRINCIPAIS SINTOMAS

Apesar de se manifestar em mais de 75% das mulheres, a metade não apresenta sintoma. Os principais desconfortos produzidos pelo mioma, à medida que se desenvolve, podem ser:

  • menstruação irregular — forte e por períodos prolongados — o que pode levar à anemia;
  • cólicas;
  • sangramento fora de hora (entre uma menstruação e outra);
  • dores (abdominais, pélvicas e na relação sexual);
  • problemas urinários (vontade mais frequente de urinar, infecção do trato urinário, cistite, infecção dos rins).

DIAGNÓSTICO

Pode ser detectado no exame de toque ginecológico de rotina, quando altera o tamanho do aumento do útero ou o seu relevo. A ultrassonografia transvaginal é o exame indicado para a confirmação do diagnóstico. Ele revela a quantidade de miomas, a localização e o tamanho de cada um.

TRATAMENTO

Não existe um medicamento que o faça desaparecer. Algumas drogas conseguem impedir o seu crescimento ou até reduzir o seu tamanho temporariamente, mas como elas causam efeitos colaterais fortes e não podem ser usadas por mais do que três a quatro meses, o mioma volta a crescer com a interrupção do tratamento.

  • Quando o mioma se desenvolve e produz sintomas as opções de tratamento são:
  • Uso de medicação ou pílula anticoncepcional
  • Intervenção não-cirúrgica como a embolização da artéria uterina (técnica indicada para adiar ou não fazer a cirurgia).
  • Cirurgia para retirada do mioma e, nos casos graves, de retirada do útero (histerectomia).

O tratamento cirúrgico do mioma uterino é considerado de acordo com as características de cada caso e a idade da paciente. A decisão leva em conta além do desejo de uma futura gestação, o tamanho, a localização e o número de miomas. A conduta cirúrgica pode ser conservadora, quando apenas o mioma é retirado (miomectomia) ou radical, quando inclui a histerectomia. A cirurgia radical envolve a retirada do corpo uterino doente, apenas, com a preservação do colo do útero. O procedimento conserva intactos os elementos de fixação da cavidade uterina bem como a vascularização e inervação da parte alta da vagina (cúpula) e do assoalho da bexiga e não afeta a sensibilidade ou condição da mulher, do ponto de vista da prática sexual.

Inflamação Pélvica: O Que é, Causas e Sintomas, Prevenção e Tratamentos

É a infecção de órgãos reprodutivos femininos, localizados na pelve. Atinge as mulheres jovens, predominantemente entre os 15 e os 25 anos de idade. Embora os agentes causadores da inflamação pélvica possam ser transmitidos por relação sexual, ela não é considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível). Mas sem tratamento, a doença pode produzir cicatrizes nos órgãos reprodutivos femininos e atrapalhar a circulação dos espermas e dos óvulos por eles, dificultando uma futura gravidez. As cicatrizes podem também favorecer a gravidez tubária (quando os óvulos fecundados permanecem em uma das trompas de falópio e não descem para o útero).

O QUE CAUSA

Bactérias como clamídia ou gonococo, a mesma que causa a gonorréia, invadem o colo do útero – que funciona como uma barreira protetora natural entre a vagina e os órgãos reprodutivos – e por esse caminho se instalam no útero, trompas de falópio e outros componentes do sistema reprodutor feminino. O contato sexual ou algum procedimento cirúrgico (aborto, curetagem, dilatação da vagina) são as principais vias de contaminação. Outra, menos comum, é a infecção em órgão próximo como o apêndice, por exemplo. Não é raro o médico ter dificuldade de identificar a origem da doença.

PRINCIPAIS SINTOMAS E SINAIS

Dor na região onde se localizam os órgãos reprodutores, corrimento vaginal amarelado com odor forte e menstruação irregular. Algumas mulheres podem não apresentar qualquer sintoma.

PREVENÇÃO

Mulheres sexualmente ativas, especialmente aquelas que variam de parceiros, devem procurar usar preservativo nas relações sexuais, consultar anualmente um ginecologista e solicitar exames que identifiquem a presença das bactérias causadoras da inflação pélvica.

TRATAMENTO

Para combater a infecção os médicos prescrevem antibióticos. Os analgésicos são recomendados quando há dor abdominal. Muitas vezes o tratamento exige repouso. Debelada a infecção, o médico deve pedir exames específicos de cultura de fluido vaginal e de imagens do útero para certificar-se de que não houve comprometimento dos órgãos reprodutores. Diante de resultado não conclusivo, poderá solicitar ainda ultrassom, biópsia endometrial ou laparoscopia. Casos avançados de inflamação pélvica podem exigir internação em hospital para acompanhamento da doença. Se ela for decorrente de doença venérea, o parceiro sexual também deve ser tratado.

 

    Comentários

    1. testando comentários no site…

    2. Novo comentário enviado para teste…

    Comentários Desativados

    Send this to a friend