A imunização na fase adulta

A vacinação da mulher jovem-adulta é um assunto que mereceu atenção especial dos ginecologistas três anos atrás, quando a vacina  contra o vírus papiloma humano, mais conhecido como hpv, do inglês human papiloma virus, foi lançada no brasil.

A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), junto com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), aproveitou a oportunidade para atualizar os especialistas em saúde feminina e promoveu uma reunião geral de onde saiu o atual Consenso de Vacinação da Mulher. Segundo esse consenso, mulheres que têm planos de engravidar não podem deixar de tomar a tríplice bacteriana (dTpa) contra difteria, tétano e coqueluche; a tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba, a vacina pneumocócica; a meningocócica C conjugada e as vacinas contra hepatite A e hepatite B gripe e varicela. Nas regiões endêmicas, são obrigatórias também a vacinação contra febre amarela e, quando for o caso, contra raiva. Tomar vacinas entre a adolescência e o início da idade adulta, antes de engravidar, é importante para prevenir doenças como as hepatites virais, as infecções de transmissão sexual bem como as verrugas genitais ou o câncer de colo de útero. Depende também da imunização, em grande parte, o desenvolvimento saudável do feto em uma futura gravidez.

OS TIPOS DE INFECÇÕES VAGINAIS
São seis os tipos de infecções vaginais que produzem corrimento. A vaginose, a candidíase e a tricomoníase, cujo produto infeccioso é o corrimento visível, que a mulher percebe, e a clamídia, o mioplasma e a neisseria, ou gonorréia, que produz corrimento junto ao cérvix — a entrada do útero –, e não é perceptível para a mulher. 

A redução do nível de lactobacilos na vagina e a conseqüente alteração do pH vaginal está na origem de todas elas. Entre os fatores que desequilibram o pH  estão o tratamento com antibióticos, que ao mesmo tempo que mata as bactérias invasoras pode diminuir a quantidade de lactobacilos na flora. Situações de estresse e de baixa da resistência do organismo, dependendo do impacto, causam o mesmo efeito e podem produzir infecções. “Algumas mulheres nascem com uma infeliz predisposição a ter desequilíbrios da flora vaginal, assim como certas mulheres são mais predispostas `a acne”, afirma a escritora norte-americana Natalie Angier, autora do livro Mulher, Uma Geografia Íntima (Editora Rocco).

Manter uma alimentação saudável e cultivar bons hábitos de vida como a prática de exercícios físicos e até de algum tipo de meditação ou relaxamento pode impedir que o corrimento volte. Evitar alimentos apimentados ou muito condimentados, produtos enlatados ou industrializados, que contém conservantes químicos e evitar o consumo de álcool e do cigarro faz parte do tratamento. É recomendado ainda observar a reação alérgica a determinados alimentos como o leite e seus derivados.

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